Há homens que trabalham o artefato,
o assunto, a palavra, o fato.
Há homens que trabalham o aço,
a vida, o tempo, o espaço.
Há homens que trabalham a serra,
a planta, a madeira, a terra.
Há homens que trabalham o som,
o timbre, o silêncio, o dom.
Há homens que trabalham o nome,
a nobreza, o escravo, a fome.
Há homens que trabalham a oração,
o sentimento, a alma, o coração.
Há homens que trabalham o brilho,
o pai, a mãe, o filho.
Há homens que trabalham o dia,
a música, a letra, a poesia.
Há homens que trabalham o carro,
o ferro, a borracha, o barro.
Há homens que trabalham o calor,
a fibra, o cansaço, o amor.
Há homens que trabalham a mão,
a cabeça, o corpo, a emoção.
Mas,… desgraçadamente,
há homens que não trabalham NADA,
porque não há TRABALHO!





Bela homenagem!
Muito bom,exatamente isso.