Jacy Gê de Almeida, como se assina literalmente, é amigo de “O Radar” e desta coluna desde 1978, quando ainda era publicada também em “A Gazeta Esportiva”. Ano passado (2005), completou 25 anos de atividades literárias, sempre preocupado em divulgar, no circuito alternativo, seus irmãos de Letras, em especial os poetas de todo o País. Para isso, lançou várias publicações e folhetos avulsos, enviados a seu largo círculo de correspondentes, sempre a suas próprias expensas. De início, chamou a essa iniciativa de “Centro de Divulgação da Poesia”, quando editou as coletâneas “Iminências”, e depois passou a denominá-la “Movimento Cultural Ação Poesia”.
Pedimos a Jacy que nos desse um depoimento sobre suas atividades nesses cinco lustros, ao que respondeu: “Todo esse tempo, tenho sempre procurado divulgar a trova e os trovadores com quem mantenho intercâmbio. A trova, aliás, é o melhor exercício para treinar o ouvido, a cadência, o verso, mesmo para quem se dedica mais ao verso livre, que também deve ter sonoridade”.
Acentua: “Não posso esquecer-me de que o aprendizado partiu de Augusto Fernandes Viana, Francisco Nogueira, Eno Theodoro Wanke e Maria Thereza Cavalheiro. Esta foi a primeira pessoa que me premiou com o tratamento de Poeta, em correspondência dirigida ao ‘Poeta Jacy Gomes de Almeida’, meu nome de batismo. Ela acreditou na veia poética de alguém que ainda engatinhava na poesia… e, mais tarde, me incluiu em seu ‘Segredos do Bom Trovar’, o que muito me alegrou”.
“Ação Poesia” teve um noticioso “Jornal Cultural”, também com espaço para a trova, sob a Coordenação Geral de Jacy, auxiliado por Maria Helena Nogueira e com Internet a cargo de Reginaldo Nery de Almeida, filho do Editor, que recuperado de um acidente de automóvel, faz curso tecnológico de Informática.
“Mas” – diz Jacy – “podemos considerar o folheto ‘Tiragem Avulsa’, pela simplicidade e tempo de resistência, como o ‘carro-chefe’ do movimento. Orgulho-me, também, de ter produzido os boletins ‘Poema Eros’ e o humorístico ‘Estro Vertido’”. Jacy manteve ainda, no “Diário Quatro Cidades”, a coluna “Cantinho de Poesia”.
O poeta que é nascido em Marília a 13/7/1948, pretende agora dar uma pausa em suas atividades, para, observa, “retornar depois em bases mais sustentáveis”. “Com magra aposentadoria desde 1994, não me é possível prosseguir por enquanto”. E conclui: “Todavia, continuo Poeta, e sonhando com a publicação do meu primeiro livro!”
Todas as obras que receber, continuarão a ser redirecionadas à “Biblioteca Pública e Municipal José Andere” – Setor Itinerante, com à qual firmou parceria nesse sentido.

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