Votar é Preciso [2008]

Votar é Preciso - Ação Poesia - Jacy Gê de Almeida

É comum, nestes dias que precedem às eleições, ouvirmos, de um ou outro eleitor questionado sobre o assunto, a sua pretensão de votar em branco ou de anular o seu voto. O desencanto se dá por razões óbvias, quando se constata que a corrupção tem imperado em todos os Governos, especialmente de alguns anos para cá. Entretanto, se o cidadão mostrar-se irredutível nessa sua maneira de avaliar a questão, as chances de mudanças (para melhor), que é o objetivo, estarão, lamentavelmente, reduzidas.

Mais do que um protesto, a omissão do voto poderá trazer consequências desastrosas para todos nós. Como aquele tiro que saiu pela culatra… Conclui-se, então, que disparar a esmo acabará atingindo igualmente os candidatos de boa índole. Cada cidadão salvará sua dúzia de frutos bons, se tirar do cesto apenas aqueles que estiverem podres.

O Senhor, ou a Senhora que vai votar, ou mesmo o jovem, pense bem na hora da escolha. Para que assim, o fruto podre não permaneça no cesto. Quem vota cumpre com o seu dever de cidadão. E tem direito de cobrar do candidato eleito as promessas de campanha. Exigir, sobretudo, os benefícios de que tanto necessitam a sua rua, o seu bairro, o seu município. Pregar, enfim, uma governança interativa, de modo que o político marque presença constante no dia-a-dia da comunidade.

Portanto, empregue com sensatez o tempo do qual vai dispor para ir às urnas neste 5 de Outubro de 2008 (em 2024, 6 de Outubro). Votar é preciso!…

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