Lei da Gravidade [Ano IV – Nº 5 – Abr. 1999]
Um fato, no mínimo extravagante, tem chamado a atenção da sociedade de uns tempos pra cá. Você já prestou atenção na quantidade elevada de meninas de pouca idade grávidas? A gravidez, em si, não é nenhum fenômeno hodierno, se considerarmos que numa época, não muito distante, nossas avós foram mães bem cedo. A diferença é que elas – com raríssimas exceções – adquiriam suas barriguinhas somente após as núpcias. Ocorre que, às vésperas do ano 2000, as coisas se inverteram: o enlace se dá, em grande parte das vezes, após consumada a gravidez. Isso, quando a jovem mãe é assumida pelo parceiro, que via de regra, não passa de um adolescente, sem nenhuma expectativa de uma vida a dois.
Talvez por consequência de uma erotização antecipada, tanto do rapaz, quanto da moça, por fatores que somente ele, ou ela, podem explicar (se é que tem explicação) esteja a resposta para o entendimento desse virtual comportamento da sociedade juvenil.
Em suma, se a lei da gravidade é uma coisa muito séria, a da gravidez, nesses casos, é pior ainda!…

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